segunda-feira, 29 de julho de 2013

MEDITE EM AZUL - Você pode curar a sua vida !!!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

BEIRUT

PARA MINHA AVÓ - AZAMICA !!!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Desencarnado carnaval...

MASCARADOS





Carnavais





O próximo será em 2012 e o Arlequim não mais chorará





A tristeza no meio da alegria - no meio da multidão!!!





terça-feira, 1 de março de 2011

AS ALEGRIAS



alegrias, alegrias preciso.
alegrias precisas, quase silenciosas.
(nem tanto cultas, nem tanto incultas)
nem tanto alerquinescas - as quase eufóricas.
nem tanto colombinas - as quase difusas.
(nem pierros de quase tristeza)
mas as que sejam alegrias.

Para matar mais as ocultas tristezas-morridas.
(as quietas e as inquietas...as sobressaltadas)
as estranguladas...calando-as de vez, todas.
todas as alegrias roubadas.
(e se acaso quiserem gritar).
Pois eu não quero alegrias roubadas:
pois quero alegrias.

Alegrias precisas
alegrias preciso
alegrias.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

JURA




A cada pouco jura começar vida nova.
Mas quando a noite vem com seus conselhos,
seus compromissos, com suas promessas;
mas quando a noite vem com sua força
(o corpo quer e pede), ele de novo sai,
perdido, atrás da mesma alegria fatal.

Konstantin Kaváfis

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Eclipse(ou o mar)



Havia uma mão,
mas não havia um ombro

Havia um abraço,
mas não havia um corpo

Havia um beijo,
mas não havia uma boca

Havia um barco,
mas não havia um mar

terça-feira, 22 de junho de 2010

OUÇA!!!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

DUPLA TEMPORADA "COMPLEXO" E "EMVÃO" - JULHO 2010


Nova temporada – dois espetáculos: teatro. Como indica o cartaz, mesmo que não tenha sido intencional, já indica um “díptico” que agrupa as duas montagens, seja em um “modo contínuo”, seja porque se completam através de uma ou várias formas...Em “Complexo Sistema de Enfraquecimento da Sensibilidade” o ato se dá através da contemporaneidade psicossocial e através da razão, explode “para cima”; em contrapartida “Emvão” nos leva para os subterrâneos do mesmo ser - chamado humano – através das vísceras, implode “para baixo”. O primeiro um texto dramático, o segundo uma poesia dramática, completando-se até de forma espacial,( assim sempre segue meu olhar, que além das matemáticas cênicas no plano consegue ver os desenhos espaciais formados por diversas equações -para aqueles que entendem que uma equação pode significar uma curva, uma reta, um plano, um volume...). Nessa “dança” de volumes um devasta/explode e o outro perfura/implode. Simétricos e que se completam são parte que compõe essa que pode ser chamada de a “primeira fase do Antro”, ou primeiro ciclo, que está por se completar com um quarto espetáculo(solo, como foi o primeiro, mas ainda sem nome) – que forma também uma imagem espacial isométrica: imagine um plano, acima dele assenta-se o “Complexo”, abaixo dele prende-se o “Emvão” , acima de “Complexo” paira o “Entulho”(UM PONTO DE INÍCIO, ...SUSPENSO), abaixo de “Emvão” pendula-se o próximo solo(ainda sem nome). Muita "simetria", ou no plural, várias: em um o corpo “se equilibra”, noutro “salta”, cai, bate, briga(e explode?), noutro dependura-se, vaza, arrasta-se, escorrega(e implode?), noutro...(UM PONTO FINAL, PENDENDO...). Tanto cria espaço para muita reflexão – e é esse o “espaço” e o “discurso” do que se pode chamar de fazer teatral, que se queria integral, é claro. E o percurso do Antro chega a esse ponto crucial: o de provocar o debate e a reflexão. Seja pela construção, desconstrução, estética, discussão e até aberturas de novos caminhos da cena(ou em cena, diria melhor) para os verdadeiros fazedores dessa arte teatral. Os quatro espetáculos desse ciclo(dois deles seqüenciais e quase simultâneos agora na temporada do Viga em julho-2010 formando um díptico) abrem um amplo leque de arcabouços a partir do corpo(Entulho), da mente(Complexo), do coração(Emvão), do espírito(...). Abrem espaços para discussões humanísticas, políticas, sociais, psicológicas, poéticas... românticas... modernas... pós... contras...enfins. Mas, ainda gostaria de completar esse texto citando Adorno para tanto – como ele dizia de Alan Berg – que eu me aproprio para dizer do fio de coragem(por sensível que se apresenta, mas não frágil) do AntroExposto - "São passarelas estreitas e frágeis: debaixo delas há um murmúrio selvagem”(ler “Berg: o Mestre da Transição Mínima”, Theodor Adorno – Editora Unesp). Também “selvagem” como o que há na obra “Concerto para Anarquia: um piano que toca com suas entranhas” , da artista plástica alemã Rebecca Horn(ver imagens da Mostra “Rebelião em Silêncio” no site estadão.com.br/e/d3). OBS: As apresentações das duas peças, Complexo e Emvão serão seguidas por ciclos de debates durante o mês de julho-2010 no Espaço Viga.(Por isso tudo, além de Adorno, me chama a atenção a obra de Bachelard, onde entre as obras diurnas destacam-se "O novo espírito científico"; "A formação do espírito científico"; "A filosofia do não"; "O racionalismo aplicado" e "O Materialismo Racional". Dentre as obras noturnas, pela Filosofia da Criação Artística, destacam-se "A psicanálise do fogo"; "A água e os Sonhos"; "O ar e os sonhos"; "A terra e os devaneios da vontade"; "A poética do espaço", todas a que me obrigo reler).

domingo, 23 de maio de 2010

PEACE AND PROSPERITY

sexta-feira, 23 de abril de 2010

"Caminho, como tu, investigando a estrela sem fim...o oceano sabe..."

BOM SENSO, SEM CULPA!!! POLÊMICA??? PENSE NISSO...

Caso de atleta nos EUA levanta polêmica sobre culpa na transmissão do HIV
Por Dra. Abigail Zuger
The New York Times
Já não se ouve mais tanta coisa sobre a Aids nos Estados Unidos. As poucas manchetes são reservadas para relatos do mundo em desenvolvimento, onde os jovens morrendo ainda têm apelo de partir o coração.
Mas a Aids persiste bem aqui nos Estados Unidos: nossas clínicas estão explodindo de pacientes e novos casos aparecem diariamente. Um milhão de histórias não são contadas, mas elas não são as tragédias gregas com a qual nos acostumamos.
Em vez disso, como ilustra o relatório da semana passada sobre um atleta da Flórida acusado de transmitir deliberadamente o HIV, o vírus causador da Aids, essas são fábulas sutis e complicadas, com questões morais que vão além da própria doença.
O atleta, Darren Chiacchia, cavaleiro que ganhou medalha olímpica de bronze, foi acusado, alguns meses atrás, de algo considerado crime capital de primeiro grau na Flórida: expor repetidamente um parceiro sexual ao HIV. Chiacchia recebeu seu primeiro teste positivo para o vírus em 2008, e seu parceiro, diz-se, tinha recebido resultado negativo quando a relação deles começou, no começo de 2009.
O relacionamento acabou com muita hostilidade, seis meses depois, e o parceiro entrou com uma queixa junto ao xerife, alegando que Chiacchia nunca tinha revelado sua infecção – que o parceiro só descobriu quando viu papéis médicos confirmando a doença. Não se sabe se o parceiro realmente contraiu HIV durante esse tempo. Mas o julgamento de Chiacchia começa em junho.
A maioria dos estados decretou legislação punitiva nos dias de histeria em relação à Aids, um período que durou aproximadamente de 1981, quando os primeiros relatos sobre a síndrome foram publicados, até 1996, quando os “coquetéis” de drogas se mostraram notavelmente eficazes contra o HIV. Na época, transmitir a doença para um parceiro sexual que não sabia era considerado equivalente a tentativa de assassinato.
Esses estatutos inda estão em livros antigos, mas a ciência por trás deles mudou radicalmente. As pessoas ainda morrem de Aids nos Estados Unidos – o índice de mortalidade, depois de cair no final da década de 1990, tem permanecido constantes, em 16 mil por ano. Mas, para uma pessoa infectada em 2009 morrer de Aids no futuro, provavelmente seria necessária uma grande quantidade de insensatez ou falta de sorte: os medicamentos, se adequadamente prescritos e adequadamente tomados, parecem quase infalíveis.
Se fosse apenas uma questão de ciência, todos esses estatutos envolvendo a Aids seriam anulados amanhã mesmo. Mas a ciência foi apenas uma pequena parte do pânico criado. E o tratamento eficaz não alterou o resto dessa poderosa mistura emocional: o vírus ainda espalha terror, incertezas, vergonha e complicações infindáveis, seja a infecção escondida ou revelada.
Todos nós, não importa o grau de instrução, carregamos uma criatura eternamente primitiva no cérebro: é um homúnculo que sempre irá reagir a doenças – qualquer doença – com raiva, descrença e a busca por um culpado. Séculos atrás, queimamos bruxas e infiéis por envenenarem nossos poços; as doenças eram culpa dos inimigos (no século 15, a sífilis era considerada uma doença italiana na França e uma doença francesa na Itália).
Agora achamos que sabemos mais... Mas será que sabemos mesmo? Culpamos aquela mulher que tossiu no metrô por nossa gripe, a gigante produtora de carne por nossa intoxicação alimentar, todos os tipos de químicos e radiação eletromagnética por nosso câncer, e cadeias de fast-food por nosso diabetes e doença cardíaca. Não conseguimos ficar doente sem procurar um culpado.
Ao mesmo tempo, acreditamos profundamente na prevenção. Obviamente, se observamos nossa dieta e fizermos nossas mamografias e colonoscopias, lavarmos as mãos, tomarmos a vitamina mais badalada e comermos nossos hambúrgueres bem-passados, podemos evitar coisas ruins. Gerações inteiras cresceram sabendo que gente sensata “não se arrisca”, com a implicação de que, você pegar uma doença sexualmente transmissível, o único culpado é você mesmo.
Assim, de quem é realmente a culpa por uma nova infecção por HIV? É minha, por transmiti-la para você, ou sua, por ser estúpido e arrogante o suficiente para pegá-la?
O tribunal vai acabar resolvendo o caso da Flórida, onde, apesar das particularidades, o caso envolve menos infecção do que o velho lamento “Eu confiei em você e você me traiu”.
Mas as questões mais amplas perduram e eu desconfio que esses estatutos obsoletos sobre HIV também persistam. A Aids é apenas uma de centenas de infecções que podem ser transmitidas de uma pessoa para outra. Algumas viajam pelo ar, como a tuberculose; algumas pelo contato, como estafilococo. O ar que respiramos e as mãos que apertamos nunca serão seguros, assim como o sexo seguro não é inteiramente seguro. Enquanto formos seres humanos falíveis e litigiosos, alguns de nós irão para os tribunais e citarão uma lei de saúde pública bem antiga para satisfazer àquele primitivo monstrinho da culpa que mora na nossa cabeça.
Quanto à Aids, o fato é que, no caso da maioria das novas infecções, a linguagem da culpabilidade simplesmente não se aplica mais. Como Dr. Wafaa El-Sadr, vencedor do MacArthur e especialista em Aids da Columbia University, escreveu com colegas no “The New England Journal of Medicine” do mês passado, novas infecções por HIV estão hoje cada vez mais concentradas em bolsões específicos dos Estados Unidos. Elas são transmitidas entre os mais pobres, as pessoas sem direitos civis e socialmente marginalizadas, onde a educação abaixo do padrão significa que não há escapatória. Nesses locais, a prevalência da doença é tão alta (Washington tem índices tão altos quanto alguns países africanos) que só estar vivo já traz um risco de infecção.
Em outras palavras: se você é uma mulher que mora em determinado CEP, se apaixona e casa, e não tem nenhum parceiro sexual a não ser seu próprio marido, você tem risco de contrair HIV. Vemos essas mulheres em nossas clínicas, cada vez mais, mas não as vemos nos tribunais. Quem elas deveriam processar?
© 2010 New York Times News Service
Tradutor:
Gabriela d'Ávila

terça-feira, 20 de abril de 2010

SPIN - para Didi !!!

sábado, 17 de abril de 2010

Tiê - Te valorizo.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

quinta-feira, 8 de abril de 2010

OSHO/GURDJIEFF

terça-feira, 6 de abril de 2010

EMVÃO - ESTRÉIA: 06/04 - TERÇA-FEIRA - 21H30